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quarta-feira, 8 de abril de 2015

Como está a rotina? 2 meses de retorno ao trabalho

Olá meninos e meninas!

Hoje estou aqui para falar de como estão as coisas após o meu retorno ao trabalho, momento que causa muita ansiedade em várias mamães. Hoje falo sobre a rotina e vários papeis que nós, mulheres, assumimos: mãe, trabalhadora, estudante, esposa e dona de casa.

Eu não só voltei ao trabalho como iniciei as aulas na faculdade de Psicologia... (você deve estar pensando, que mulher louca começar uma faculdade bem agora, pois é foi uma loucura necessária, do tipo agora ou nunca mais) e confesso que a rotina está bem puxada, mas gratificante!

Nesses dois meses o que mais venho refletindo é: estou dando conta de tudo? A resposta semanalmente é... NÃO, claro rs.


Acho que a semana perfeita de uma mãe que trabalha, estuda e tem marido seria conseguir cuidar e dar atenção para o bebê; cuidar e namorar com o marido; sair para passear (compras?! Por que não? Rs), ir para o trabalho sem atraso nenhum dia devidamente arrumada e maquiada, cuidar dos cabelos, unhas e depilação, ler os textos, estudar as matérias da semana para não acumular para a prova e fazer os trabalhos da faculdade pelo menos uma ou 2 vezes na semana;  e por último (e por ser o mais chato está por último) limpar a casa e deixar as roupas em dia (lavadas e passadas). Dessa última ainda tem supermercado e feira, fazer comida fresca, levar a cachorra pra passear e tomar banho.... gente para! Já tô cansada.

Tudo isso com um belo sorriso no rosto e sem olheiras!?!?! Impossível! E olha que eu tenho mega ajuda das vovós do Lipe e do marido. Mas não dá pra ser tudo e fazer tudo.

Primeira decisão então minha amiga é: NÃO SOFRER. Com certeza já estamos fazendo o nosso máximo e o nosso melhor dentro do que o mundo real permite. E quem disse que o mundo real disse que tudo tem que estar em perfeito estado diariamente, semanalmente ou mensalmente? Penso que esta é uma cultura muito antiga de quando as mulheres dedicavam-se só ao lar e à educação dos filhos (o que talvez já era bem difícil de ser perfeito).

Segundo passo: Elencar as prioridades. Minha prioridade diária é aproveitar o meu filho seja brincando, cuidando, limpando, amamentando ele, aproveitar mesmo, ou seja, sem o facebook junto (sem falsidades; eu fico no celular quando estou amamentando, mas me policio bastante para aproveitar e ficar olhando pro bebê e acariciar sua pele nesse momento tão especial, gravar essas imagens na minha memória para sempre, afinal as fases passam e não voltam!). Essa sendo a minha prioridade diária, o momento que eu tiver que dar prioridade para outra coisa que é urgente, eu não vou me sentir culpada de deixar meu filho “de lado”. Por exemplo, estudar para provas; tipo de coisa que exige até que eu saia de casa e vá para a faculdade para conseguir me concentrar de verdade, mas as provas não são diárias, são mensais ou bimestrais, se concentram em uma ou duas semanas, daí então essa se torna minha prioridade.  

Terceiro passo: Aceitar que tão cedo a minha casa não estará brilhando de tão limpinha. Eu não tenho faxineira. Meu marido me ajuda lavando a louça e a sujeira da cachorra. Quando faço faxina ele também ajuda em alguma tarefa, mas hoje ele ajuda mesmo é cuidando do Felipe enquanto eu limpo a casa. Limpar a casa leva um tempo considerável e nas últimas semanas eu decidi priorizar esse tempo primeiro em ter algum lazer com a minha família. A limpeza da casa eu vou fazendo um pouco a cada dia, afinal, fazendo um pouco todo dia ou fazendo tudo no mesmo dia.... cacete... esse serviço não acaba nunca!!! Minha casa não passa por auditoria de limpeza, então o que que tem deixar o pó ali por mais algumas horas enquanto eu saio para passear com meu marido e meu filho? Então o lema está assim: “na volta eu faço, se não for muito tarde :)”.

Ah Marina então está tudo perfeito? Para mim não! Ainda quero me organizar mais ainda para me dedicar mais ao maridão e à minha saúde física, pois eu me atolei numa jaca no final do ano que resultou em 5kg a mais, preciso começar o projeto verão 2016, pela saúde estética, pela autoestima, pela saúde física das minhas costas rs #boraproPilates

Keep calm and vamos vivendo um dia de cada vez, nos parabenizando pelo máximo que vivemos e nos dedicamos.


Beijos

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Mãe profissional, escolhas da Mamãe Sem Grilo.

Faltando exatos 7 dias para o meu retorno ao trabalho eu faço uma avaliação desses sentimentos que são tão adversos para todas as mães que vivem esse momento.



Eu já senti culpa, medo, alegria, ansiedade, empolgação, saudade... isso porquê eu ainda nem vivi o momento. No começo da gravidez, ou ainda quando eu sonhava com essa vida, eu pensei - deve ser fantástico ter a oportunidade de dedicar a vida apenas a maternidade, ver cada instante de desenvolvimento do seu filho, poder estar com ele às 10h30 de uma quarta-feira na pracinha ou na praia, estar disponível para levá-lo ao futebol, ballet, karatê, inglês ou aula de violão, deve ser uma delícia.

Li centenas de declarações de mães na internet esbanjando a alegria dessa oportunidade, inclusive muitas continuam com algum tipo de vida profissional como blogueiras, artesãs dos infinitos e diversos serviços de cunho infantil, totalmente moldadas à sua profissão prioritária: ser mãe. Que lindo! Claro que durante esses 6 meses ausente do meu trabalho (1 de afastamento e 5 de licença maternidade) eu busquei oportunidades como essa de ser mãe e ter uma renda autônoma, mas não foi possível, ou na verdade... EU NÃO QUIS.

Veio a culpa - será que estou errada em querer ser aquela mãe que trabalha fora? Pois eu comecei a sentir saudades do meu trabalho, de estar fora de casa, de voltar a viver outras experiências além da maternidade. Junto disso, a culpa de talvez perder a primeira palavra, o primeiro dia de aula, alguma reunião na escola...

P  O  L  Ê  M  I  C  A ! ! ! !

A reflexão a seguir não é uma crítica de rejeição, ou afim de determinar o que é certo e errado enquanto atitude, é apenas o que foi refletido por mim e a minha escolha de vida.

Depois de ler as declarações que citei acima, eu ficava me imaginando no lugar delas, me perguntando se isso me traria real satisfação, pesando prós e contras e a pergunta que mais me pesou foi - e a longo prazo, como vai ser? E quando meu filho for independente de mim? Eu vou ser dependente de cuidar da vida dele?

Daí eu fui buscar referências nas mães que eu conheço e hoje já tem seus filhos independentes, casados, etc, quais sentimentos têm aquelas que se dedicaram exclusivamente à maternidade? E as que sempre trabalharam fora? Para o meu gosto de vida, com uma boa dose de equilíbrio entre família e trabalho, as que trabalharam (ou ainda trabalham) fora me passam mais satisfação com a vida que levaram/ levam.

Então as que se dedicaram à maternidade se arrependeram? Duvido! Ninguém se arrepende de ser mãe e de estar perto do seu filho, mas se arrependeu de deixar seus outros papeis sociais de lado, e agora que seu filho já "não precisa" mais, elas se veem sem utilidade. Sabemos que nunca é tarde para recomeçar, mas também sabemos o quanto isso é difícil. E aí? O que faria? Nem pensar em viver a vida do filho/a, se meter na vida da nora/ genro, querer educar o/a neto/a no lugar dos pais... imagina... pois isso só acontece com as mulheres australianas... as brasileiras jamais agiriam assim. :)

Resolvi continuar desenvolvendo todos os meus papeis sociais, com o maior equilíbrio possível: esposa, mãe, estudante, profissional, amiga, filha e futura sogra e vó, daquelas bem sacudidas e cheia de histórias para contar. Ah! Faltou o mais difícil papel... dona de casa, eu que ainda sou mãe de duas mocinhas fofas, peludas, de 4 patas (a gata Jolie e a cadela Safira), estou sofrendo com a quantidade de pelos que elas estão soltando nesse verão, mas tudo se ajeitará e casa será limpa, sempre que possível, afinal... o pó pode esperar, momentos com minha família não!

Ufa! E seja o que Deus quiser! Beijos.